O TEMPO (parte 2)

O ANO BISSEXTO

O método Grego de contagem do tempo, tentando unir o Calendário Solar ao Ciclo Lunar só foi substituído pelos Romanos, com o Calendário Juliano, desenvolvido pelo astrônomo Sosígenes, no governo de Júlio Cesar, em 46 a.C.

Sosígenes ilustración

Sosigenes

Influenciado pelo Calendário Solar Egípcio, o novo calendário previa que a cada 4 anos acrescentava-se um dia extra, para corrigir os fragmentos de horas e de minutos do Ano Solar de pouco mais de 365 dias.

O CALENDÁRIO ATUAL

As religiões continuavam a contar seus eventos baseado nas Fases da Lua, e definir datas como a Páscoa deram origem há muitos conflitos. O Ano de 365 dias, 5 horas e 48 minutos foi adotado pelo Papa Gregório XIII, em 1.582 d.C.

02 calendario gregoriano

O Calendário Gregoriano é uma adaptação do Calendário Juliano que recolocou o Equinócio no dia 21 de março, e o usamos para a contagem do tempo até os dias de hoje.

A SEMANA

Estações do ano e Fases da Lua são regidas pela Natureza, e o Calendário foi uma solução para compreendermos esses fenômenos. Já a Semana – um agrupamento artificial de tempo – esta é uma invenção realmente Humana. As Civilizações criaram dezenas de formas diferentes para agrupar seus dias, e as Semanas já tiveram de 5 a 10 dias de duração.

Os Gregos não conheciam a “semana”, e os Romanos contavam ciclos de 8 dias, 7 nos campos, e 1 nas cidades – um dia de repouso e festividades. Esse número acabou por transformar-se e, no Século III d.C., a Semana de 7 dias já era adotada pelo Império Romano.

O NÚMERO MÁGICO

O Número 7 tem um significado mágico em várias culturas. Para os Japoneses existiam 7 deuses da felicidade. Roma foi erguida entre 7 colinas. Na Antiguidade contava-se 7 maravilhas do Mundo. Os cristãos elegeram 7 pecados capitais.

7+Maravilhas+do+Mundo+Antigo

OS DIAS DA SEMANA

Os dias da semana foram nomeados conforme o conhecimento de Astrologia da época: Sol, Lua e os 5 planetas conhecidos, sem incluir a Terra. Cada planeta tinha uma ordem de influência sobre a vida. A cada hora, um planeta tinha uma regência sobre os demais, sucedendo-se em ciclos de 7 em 7 horas. O planeta hegemônico na 1ª hora do dia, acabou por batizá-lo.

Domingo é o dia do Sol. A Segunda, é o dia da Lua. A Terça, é o dia de Marte. A Quarta é o dia de Mercúrio. A Quinta é o dia de Júpiter. A Sexta é o dia de Vênus. O Sábado é o dia de Saturno.

A formação da Semana Planetária foi um caminho aberto para a Ciência. Imaginar que forças distantes pudessem regular e governar o mundo, preparou a Humanidade para um salto no conhecimento. A Astrologia era a afirmação de uma força regular e contínua, que influenciava acontecimentos na Terra, e abriu as portas para o Espírito Científico.

O FIM DE SEMANA (Sábado e Domingo)

Os Babilônicos adotavam alguns dias do mês (o 7º, o 14º, o 19º, o 21º e o 28º), onde proibiam certas atividades ao Rei. Os Judeus contavam a criação do mundo em 6 dias, e guardavam o 7º para o sabat, dia dedicado a deus, onde não se devia trabalhar.

Entre os Romanos, não se devia começar nada no Dia de Saturno (sábado), um mal dia para se travar batalhas ou iniciar viagem. Os cristãos elegeram o Dia do Sol como o dia de leitura do Evangelho e celebração da eucaristia, pois era o dia em que os romanos do campo e da cidade se reuniam.

Neste dia, deus teria criado a luz, e é também o dia da ressureição de Cristo, que teria sido crucificado um dia antes do dia de Saturno (uma sexta). Em nossa cultura, trocamos o símbolo pagão de idolatria aos astros por números simples.

O Primeiro dia é o dia do senhor, o Domingo, e os próximos dias sucedem-se em Segunda, Terça, Quarta e assim por diante…

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Published in: on 19 de agosto de 2018 at 0:09  Deixe um comentário