O TEMPO (parte 4)

RELÓGIO MECÂNICO

Os primeiros instrumentos mecânicos surgem no século XIV. Os monges precisavam controlar o tempo dedicado a deus. Eram chamados de horologia excitatoria, ou relógios de despertar.

Esses primeiros Relógios eram mecanismos movidos por pesos, que tocavam um sino após um determinado tempo. Esses Relógios não tinham Mostradores ou Ponteiros, destinavam-se apenas a soar. O termo clock, deriva da palavra sino.

Havia preces para a primeira luz do dia, ao nascer do Sol; no meio da manhã; ao meio dia; no meio da tarde e no pôr do Sol, ao anoitecer. O número de badaladas variava de quatro ao nascer do Sol até uma ao meio dia, e voltava a quatro no anoitecer.

O “escape” foi o mecanismo interruptor que continha e depois soltava o peso em queda, dando movimento ao Relógio. Os pesos estavam conectados em rodas dentadas num eixo vertical que transportava uma barra horizontal.

Clock_machine_16th_century-Convent_of_Christ,Tomar,_Portugal

Quando os pesos eram movidos para o exterior, o Relógio andava mais devagar; quando movidos para o interior, ia mais rápido. O movimento oscilatório da barra engrenava e desengrenava os dentes do mecanismo. Esse princípio tornou possível todos os Relógios Modernos.

A partir de 1330, os Relógios Mecânicos dominariam a Noite, e marcariam Horas exatas, de mesma duração, ao longo do Ano todo, dividindo o Dia em 24 partes iguais, tal qual usamos hoje.

A Hora Sazonal é substituída pela Hora Igual definitivamente. Homem e máquina marcam seu domínio sobre a Natureza, e sua libertação dos desejos do Sol.

MINUTOS E SEGUNDOS

Contar os Minutos e os Segundos só foi possível com a introdução do Relógio de Pêndulo. Logo, os mecanismos foram sendo desenvolvidos e passaram a marcar quatro divisões dentro da Hora. Os Quartos de Hora eram marcados com números de 1 a 4, e mais tarde com os números 15, 30, 45 e 60.

rar_pendulo

O sistema de pêndulo foi, depois, substituído por molas; possibilitando a construção de Relógios Portáteis. Com o desenvolvimento das atividades capitalistas comercias e, depois, industriais amplia-se a necessidade de o Homem controlar parcelas cada vez menores de Tempo.

Na segunda metade do século XVII já era comum os Relógios marcarem os Segundos. Assim, passamos de contar Luas ou voltas da Terra ao redor do Sol, que controlavam os ciclos da vida na Antiguidade; até o controle de frações de Segundo, na Era Moderna do Capitalismo Financeiro.

A máxima “tempo é dinheiro” substituiu as preocupações com os Ciclos Naturais, exigindo cada vez mais controle do Dia e da Noite, e de suas subdivisões, ao máximo possível.

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Published in: on 23 de agosto de 2018 at 0:39  Deixe um comentário